Revele-se! Experiência Introdução alimentar e praticidade

Antes de tudo, eu não sou nutricionista, médica, ou tenho conhecimentos profissionais em qualquer tema da área alimentar. Compartilho aqui minhas experiências e descobertas como mãe, com todo seu potencial intuitivo, explorador, amor, porém sem qualquer conhecimento empírico. 

Se você gostar de alguma dica e seu médico autorizar, desfrute!

Esse post é para mães que tem pouco tempo, mas querem que seu filho coma maravilhosamente bem, ou seja, não vou recomendar alimentos, mas trazer ideia de um fluxo alimentar prático e saudável! Resumindo, pré-preparo todos os alimentos, sopa, feijão, proteína, legumes e verduras no vapor e congelo tudo. Na hora de servir, é só selecionar os itens do dia e pronto! Comida servida em minutos. Pra quem quiser saber em detalhes, conto abaixo: 

O que é verdura e o que é legume? Quais alimentos não fazem parte da minha rotina, mas preciso apresentar para minha filha? Eu tinha muitas dúvidas e a Introdução alimentar trouxe aprendizados e novidades em casa. Talvez algumas mães já embarquem em tudo isso mais antenadas, mas não foi meu caso, eu tive que correr atrás e aos poucos, vou compartilhar com vocês o que aprendi. 

Criando opções para o dia a dia: 

Verduras e legumes: E vamos direto ao segredo, simples e maravilhoso: Vapor foi minha melhor descoberta! Tudo direto para o vapor, sem tempero, sem nada mesmo e pronto para ser consumido. Depois pré congelo por cerca de 30 a 50 minutos em assadeira, para ficarem mais durinhas e podermos congelar sem que grudem umas nas outras. Dependendo da quantidade, pode ser importante congelar em camadas, separados por papel filme, pra você não precisar ficar colocando um pouco por vez no congelador. E alguns alimentos, como brócolis por exemplo, eu congelo direto, pois não gruda. 

Então guardo tudo em sacos plásticos ou potes descartáveis transparentes. 

Exemplos que ficam bons no vapor: mandioquinha, cará, inhame, batata doce, brócolis, vagem, couve-flor, cenoura, beringela, beterraba, abóbora, abobrinha, xuxu, entre outros. 

Carne e frango: preparo em cubos ou tiras, sempre com tempero básico, alho e cebola e bem molinhos. As vezes acrescento manjericão, cheiro verde, sálvia, tomate, entre outros. Também gosto de mesclar com alguma verdura ou legume para variar o sabor, mas minha filha prefere os alimentos separados, então essa parte da ideia nem sempre funciona bem. 

Peixe: costumo comprar diferentes tipos e já preparo de uma vez, para a Maia e pra toda família também (são preparos diferentes). Uso os mesmos temperos da carne e frango, com a diferença que o peixe, depois de pronto, eu pico na mão pra ter certeza que não tem espinho, e só então congelar. Congelo em porções, em fôrmas de gelo ou potes.

Sopa: inspirada no Bullit, comida espanhola (mais especificamente de Maiorca), as sopas normalmente são feitas pelo meu marido, que mergulha variados alimentos num cadeirão (frango, carne, repolho, milho, batata doce, cenoura, alho poró, entre outros), depois reservamos o caldo para a Maia e congelamos em potinhos ou fôrmas de gelo grande. É certamente um caldo muito nutritivo. Na hora de servir, descongelamos a porção, acrescentamos macarrão (normalmente cabelo de anjo) e também frango desfiado (que sempre temos congelado também), as vezes cenoura ou o que a criatividade sugerir. Os alimentos cozidos, nós aproveitamos para comer com azeite e sal. 

Leguminosas: feijão, grão de bico, lentilha, eu também cozinho e preparo com tempero básico ou mesclado com outros legumes e congelo em porções. 

Papinha: vou fazer um post exclusivo, mas esse item, tenho certeza que cada mãe tem sua técnica, ou já faz uma ideia. 

Pronto! Com o congelador cheio, é só montar a refeição, cada dia uma nova combinação e sempre “preparada” em poucos minutos, basicamente montar o prato. No meu caso eu seleciono 1 proteína, 1 carboidrato, 1 vegetal verde e 2 vegetais coloridos. Algumas vezes, normalmente no almoço, acrescento 1 leguminosa. 

A papinha, que é uma refeição completa e pronta, eu mesclo entre as refeições, mas gosto mais de dar no jantar ou quando estou fora de casa, pela praticidade. 

Em viagens, prefiro levar papinha, mas costumo levar refeições prontas também. Nesse caso, já misturo os alimentos em potinhos, deixando cada pote, com uma refeição completa. 

Sobre os alimentos no vapor, quando a Maia começou a comer, eu cozinhava exageradamente, saia derretendo, quase purê, e aos poucos, fui cozinhando cada vez menos, conforme os dentinhos foram surgindo. A boa notícia é que desde o primeiro mês, eu já introduzi os alimentos, além da papinha, mas com especial atenção ao preparo, para que ficassem no ponto de derreter na boca.

Reservo um dia pra fazer tudo isso, depois tenho boas semanas mais tranquilas. 

Escrevi o post pensando na introdução alimentar, mas hoje a Maia está comendo cada vez mais nossa comida. Mesmo assim, mantenho ele fluxo para momentos que a comida não está pronta no horário dela ou passeios.

Dicas adicionais:

Quando é um novo alimento, normalmente funciona melhor oferecer uma pitadinha para provar. Novos sabores podem causar estranheza e em pequenas porções, os bebês aceitam melhor. 

O paladar da criança as vezes muda de uma semana para outra. Não gostou do alimento hoje? Tentamos de novo em alguns dias. Alguns alimentos eu tentei umas 5 vezes e depois disso, ela começou a adorar, ou seja, acredito que tem um pouco de hábito também (como acontece com a gente. Tem muita gente que para gostar de comida japonesa, por exemplo, precisa provar muitas vezes). 

As vezes tenho a impressão de que quando misturo muito, minha filha fica confusa. Como a gente quando está comendo arroz, por exemplo, e de repente te dão um pedaço de polenta, mas você não sabia que não era arroz. Ou quando você pega um copo achando que tem cerveja e era guaraná, e sente uma sensação estranha. Eu gosto de verbalizar cada alimento que ofereço, pra ela ir entendendo, acho que ajuda a comer com maior prazer. 

Outra ótima ideia é contar com a ajuda de uma profissional nutricionista. A nutri da Maia, Fabiana Giori, é especialista em materno infantil. Ela ajudou bastante com os milhões de dúvidas que eu tinha. Também cruzou as quantidade de ferro da fórmula dela, com os alimentos que tem ferro e a Maia come, para entender se precisaria medicação (vejo que é comum muitas crianças suplementarem com ferro, no caso da Maia, não foi preciso). Ela revisou todo cardápio da Maia, trazendo sugestões adicionais, inclusive receitas saudáveis.

E se você está na correria e não tem tempo pra preparar tudo isso, para seu bebê comer bem, também tenho uma dica excelente! Pra ficar tranquila e tudo fluir bem, vale a pena pensar em contratar alguém, especialista em comida para bebê, para te ajudar. No meu caso, eu tenho minha irmã, a Lari, do La_Bella_Fit. Ela faz as até as compras pra mim, depois vai em casa e prepara tudo para a bebê e pra toda família, incluindo bolo, prato especial para receber amigos, uma maravilha. Ela é apaixonada por fazer isso (sorte a minha) e atendeu muitas mamães, mas ultimamente não tem tempo para seguir com essa atividade. Se você for uma mãe muito desesperada, de repente, fala com ela. Ela tem um perfil saudável, boa energia e mãos mágicas pra cozinhar!

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